Há muito venho querendo iniciar
essas crônicas, no entanto, não gostaria cometer o mesmo erro de outros
trovadores de iniciar relatos sobre um promissor grupo apenas para vê-los
mortos em uma lua ou duas. Esse grupo parece ser diferente, no entanto. Bem, todos
eles parecem não é mesmo?
Já estou nesse mundo a mais tempo
do que muitos se lembram, mesmo os mais antigos, entretanto, ainda guardo um
voraz interesse pelas atividades dos mortais. A cada cem ou duzentos anos,
surgem alguns indivíduos que têm algo a mudar no mundo, para o bem ou para o
mal. Não me entristeço mais ao ver jovens talentosos desperdiçarem dons que lhe
foram concedidos, ou tiranos oprimindo um povo, ou ainda a extinção desse ou
daquele povo, raça ou cultura. Veja bem, o mundo, a vida, são cíclicos. Tudo se
repete, como um delicioso livro ou peça de teatro; mudam os atores, mudam as
falas e os figurinos, mas sempre a mesma e deliciosa história.
A Jovem e destemida patrulheira,
destinada a ter um reino sob seu comando, sendo vítima de inveja e conspiração;
o ambicioso batedor, que só enxerga a si e tem o mundo como seu quintal; o
desajustado mancebo que descobre novas formas de se maravilhar com os poderes
secretos que o mundo guarda; Ou ainda, a singela e inocente donzela que
descobre a crueza do mundo e seu poder interior das maneiras mais
inesperadas...sim, você já viu isso em algum lugar; e eu algumas dezenas de
vezes.
Eu vi o reino de Cormyr ascender
de uma simples população fazendeira a um poderio militar invejável; e esse
mesmo reino depois ascender a uma tecnologia incrível e depois sucumbir ao
egoísmo e à ganância. Vi novos deuses e antigos tombarem, impérios e reis. Tudo
isso aconteceu nas mãos de simples grupos de aventureiros. Vi mundos sucumbirem
ao poder individual de um único homem e vi mulheres e crianças no campo de
batalha. Entretanto, também muitas coisas boas. E é por isso que não desisto de
contar essas histórias.
Quem sou eu? Já possuí diversos
nomes, rostos e feições diferentes. Mas esta história não é sobre mim, é sobre
eles.
Dois vieram do culto do dragão
vermelho, uma poderosa ordem de assassinos, comerciantes e burocratas, com
interesses que variam conforme os séculos passam e sua mestra suprema muda de
idéia. O culto é liderado por uma dragoa vermelha de nome Valleryannatreschadaar,
conhecida como Baronesa Valleryanna. Ela vem treinando seu filho Syous para
assumir seu lugar em alguns séculos.
Uma veio dos elfos das florestas,
uma patrulheira, herdeira da casa Petrus e senhora da floresta conhecida como
Darkwoods.
A outra tem origens semelhantes,
descendente de um mago antigo que já foi suserano dos Darkwood. Julian é seu
nome, famoso por seu poder pessoal e por ser o único desertor de Darkwood
respeitado pelos reis daquele povo. Ele comandava o reino urbano de Darkwood,
há muito destruído por um rival.
Esses 4 jovens foram destinados a
possuir as armaduras elementais, 4 conjuntos de artefatos que despertariam seu
poder e que juntas, poderiam reabrir as portas da magia novamente ao mundo.
Ah sim, a magia. Depois da queda do
reino de Cormyr e da subsequente ascenção do infame reino de Thay ao poder, um
grupo de aventureiros (sempre eles) foi destinado a restaurar o equilíbrio e a
livrar o mundo da tirania de Thay. Eles falharam, contudo, uma morte infame num
templo abandonado em algum lugar do deserto. Houve então uma nova guerra dos
avatares. Ishtar, a deusa da sabedoria, decidiu aprisionar Mystra, a deusa da
arte, e limitar enormemente a mágica no mundo. Tiamat retirou quase todos os
dragões de Faerum e a magia só não morreu por causa de uma aventureira que se
tornou a deusa Jastra, deusa das conexões planares, mantendo a magia viva no
mundo. Quase todos os itens mágicos e artefatos do mundo, assim como seus
criadores e portadores, foram presos em 3 reinos distintos nos planos: Aasgard,
do deus Odin; O cemitério dos dragões, lar de Tiamat e os Cubos de guerra, lar
dos deuses mortos.
Até que surgisse alguém destinado
a libertar esses itens de suas prisões, dizia a profecia de Ishtar, os poucos
que restaram seriam somente seus fiéis, como Julian, escolhido da Deusa.
Em breve, eles devem conseguir
abrir o primeiro portal. Eles não devem falhar.
Well, well, well... Um grupo de aventureiros promissor, heim. Mas será que tudo é mesmo o que parece? Será que podem confiar uns aos outros? Só o tempo dirá.
ResponderExcluirUm lugar onde muitos tombaram e poucos prosperaram. O que se pode esperar?