quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O início da jornada - explicações


Há muito venho querendo iniciar essas crônicas, no entanto, não gostaria cometer o mesmo erro de outros trovadores de iniciar relatos sobre um promissor grupo apenas para vê-los mortos em uma lua ou duas. Esse grupo parece ser diferente, no entanto. Bem, todos eles parecem não é mesmo?
Já estou nesse mundo a mais tempo do que muitos se lembram, mesmo os mais antigos, entretanto, ainda guardo um voraz interesse pelas atividades dos mortais. A cada cem ou duzentos anos, surgem alguns indivíduos que têm algo a mudar no mundo, para o bem ou para o mal. Não me entristeço mais ao ver jovens talentosos desperdiçarem dons que lhe foram concedidos, ou tiranos oprimindo um povo, ou ainda a extinção desse ou daquele povo, raça ou cultura. Veja bem, o mundo, a vida, são cíclicos. Tudo se repete, como um delicioso livro ou peça de teatro; mudam os atores, mudam as falas e os figurinos, mas sempre a mesma e deliciosa história.
A Jovem e destemida patrulheira, destinada a ter um reino sob seu comando, sendo vítima de inveja e conspiração; o ambicioso batedor, que só enxerga a si e tem o mundo como seu quintal; o desajustado mancebo que descobre novas formas de se maravilhar com os poderes secretos que o mundo guarda; Ou ainda, a singela e inocente donzela que descobre a crueza do mundo e seu poder interior das maneiras mais inesperadas...sim, você já viu isso em algum lugar; e eu algumas dezenas de vezes.
Eu vi o reino de Cormyr ascender de uma simples população fazendeira a um poderio militar invejável; e esse mesmo reino depois ascender a uma tecnologia incrível e depois sucumbir ao egoísmo e à ganância. Vi novos deuses e antigos tombarem, impérios e reis. Tudo isso aconteceu nas mãos de simples grupos de aventureiros. Vi mundos sucumbirem ao poder individual de um único homem e vi mulheres e crianças no campo de batalha. Entretanto, também muitas coisas boas. E é por isso que não desisto de contar essas histórias.
Quem sou eu? Já possuí diversos nomes, rostos e feições diferentes. Mas esta história não é sobre mim, é sobre eles.
Dois vieram do culto do dragão vermelho, uma poderosa ordem de assassinos, comerciantes e burocratas, com interesses que variam conforme os séculos passam e sua mestra suprema muda de idéia. O culto é liderado por uma dragoa vermelha de nome Valleryannatreschadaar, conhecida como Baronesa Valleryanna. Ela vem treinando seu filho Syous para assumir seu lugar em alguns séculos.
Uma veio dos elfos das florestas, uma patrulheira, herdeira da casa Petrus e senhora da floresta conhecida como Darkwoods.
A outra tem origens semelhantes, descendente de um mago antigo que já foi suserano dos Darkwood. Julian é seu nome, famoso por seu poder pessoal e por ser o único desertor de Darkwood respeitado pelos reis daquele povo. Ele comandava o reino urbano de Darkwood, há muito destruído por um rival.
Esses 4 jovens foram destinados a possuir as armaduras elementais, 4 conjuntos de artefatos que despertariam seu poder e que juntas, poderiam reabrir as portas da magia novamente ao mundo.
Ah sim, a magia. Depois da queda do reino de Cormyr e da subsequente ascenção do infame reino de Thay ao poder, um grupo de aventureiros (sempre eles) foi destinado a restaurar o equilíbrio e a livrar o mundo da tirania de Thay. Eles falharam, contudo, uma morte infame num templo abandonado em algum lugar do deserto. Houve então uma nova guerra dos avatares. Ishtar, a deusa da sabedoria, decidiu aprisionar Mystra, a deusa da arte, e limitar enormemente a mágica no mundo. Tiamat retirou quase todos os dragões de Faerum e a magia só não morreu por causa de uma aventureira que se tornou a deusa Jastra, deusa das conexões planares, mantendo a magia viva no mundo. Quase todos os itens mágicos e artefatos do mundo, assim como seus criadores e portadores, foram presos em 3 reinos distintos nos planos: Aasgard, do deus Odin; O cemitério dos dragões, lar de Tiamat e os Cubos de guerra, lar dos deuses mortos.
Até que surgisse alguém destinado a libertar esses itens de suas prisões, dizia a profecia de Ishtar, os poucos que restaram seriam somente seus fiéis, como Julian, escolhido da Deusa.
Em breve, eles devem conseguir abrir o primeiro portal. Eles não devem falhar.

Um comentário:

  1. Well, well, well... Um grupo de aventureiros promissor, heim. Mas será que tudo é mesmo o que parece? Será que podem confiar uns aos outros? Só o tempo dirá.
    Um lugar onde muitos tombaram e poucos prosperaram. O que se pode esperar?

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