quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O estalo do chicote – Parte 2

Há muitos dias que não tenho tempo para relatar os acontecimentos. Foram tantos... Costumo chamar esses momentos de “Dias de trovão”. Dor, sofrimento e morte, como é fácil ceifar a vida dos opositores. Porém, nada na vida é simples, principalmente quando se trata de busca pelo poder e sobrevivência. Iniciava-se em Faerun, a tal guerra dos avatares, nada teria de interesse nisso se não fosse pelo desejo de viver e conquistar. Fomos convocados pelos chamados “heróis” para ajudar na batalha.

Primeira missão, cubos de guerra. Nunca havia feito uma viagem extra planar, coisa curiosa. O lugar mais estranho que um mortal poderia estar são literalmente cubos formados cada um por um tipo de metal. Não existe ar, apenas vácuo e uma força gravitacional anormal em sua superfície. Deuses, titãs, super guerreiros se digladiam em batalhas épicas. Seu interior embora mais tranquilo, engana-se quem pensa estar seguro. Uma onda de energia varre todo o plano, transformando os desprevenidos em estátuas vivas de metal. Foi o que aconteceu comigo e meu comparsa, Ekon. Escapamos deste castigo eterno por conta de um pagamento de favor e um desejo feito pela nossa companheira Liane, com isso ela adquiriu nossa lealdade e confiança. E conseguimos o que fomos buscar.

Depois disso uma rápida parada no Cemitério dos dragões, onde pegamos mais coisas. Na volta para casa, tivemos um reencontro inesperado. Uma deusa da nova era, Jastra é seu nome. Disse-nos tudo que está acontecendo em nosso mundo e nos mandou para um lugar onde nunca nenhum de nós estivera. Foi onde após um estranho acontecimento recuperamos nossos poderes elementais e eu ganhei novas habilidades.

Infelizmente certas diversões duram pouco, fomos mandados para outro plano. Para Asgard, lar dos deuses nórdicos, com a missão de devolver o Mjölnir a seu legítimo dono. Houve nova batalha logo na chegada, contra malditos gigantes do gelo. Novamente não levo muita sorte no combate e minhas táticas não funcionaram como imaginei, frustrante mas era a primeira vez que enfrento tais criaturas. Mas o martelo foi entregue a Thor. Depois da vitória fomos convidados para sua casa, onde conheci Athena. É surpreendente o que um convite para uma dança pode nos proporcionar.
Uma nova ordem nos é enviada, encontrar a espada de Mask e destruí-la, seria até fácil se não fosse o maldito Fenrir e suas garras. Tarefa cumprida, mas me que de certo modo afetou minha auto-estima. Voltamos para Asgard, onde Heimdall o gate keeper destruiu a espada e nos mandou para um lugar seguro.
Fomos parar no meio de uma reunião, onde estavam alguns maiores figurões dos planos. Divesos deuses e semi-deuses reunidos num só lugar, nunca havia presenciado tanto poder em um espaço tão pequeno.
Encontrei novamente minha mestra, Lady Vestress que se viu decepcionada com meu comportamento e me repreendeu. Nisso surge a maga Jastra com seu consorte e nos dá uma nova incumbęncia, dessa vez com direito a escolha. Matar Malar ou o Ares, o deus da guerra. Querendo reconquistar o respeito de minha mentora, optei por destruir Ares e meus companheiros concordaram.
A fúria que corria em minhas veias era tanta que não hesitei e engajei em combate. Lutamos ferozmente contra o deus, que matou sua primeira adversária. Mas o senhor das guerras tombou sob nossos pés.

Após esse episódio seguimos para o templo de Hades, cumprimos com as obrigações que nos foram impostas. Novamente mandados para Asgard com outro encargo. Roubar um cubo mágico do senhor dos gigantes do gelo. Tarefa até simples, se não fosse o encontro inusitado com a deusa dos dragões, Tiamat. Seria a morte certa, quando Ekon utiliza de um dom até então secreto para mim, e nos tira daquele plano. Uma bela rota de fuga, sem dúvidas. Mas como uma troca equivalente, tudo sem seu preço. E o custo foi nada menos que todos nossos itens mágicos e armas. Só tivemos o direito de salvar um... Tanto trabalho para perdê-los dessa forma. Paciência, nada que não possa ser suprido. Quanta coisa aconteceu em tão pouco tempo, armaduras místicas destruídas, viagens para outros planos, armas mágicas perdidades, o clã do Dragão Vermelho despedaçado, tudo pareceria perdido se eu fosse um fraco. Não o caso.

Agora num mundo novo e uma nova cara se mistura a nós, seu nome é Ayumi. Entretando isto é assunto para uma outra hora. O inverno está chegando, para aqueles que cruzarem meu caminho na busca pelo máximo poder.
Salve o grande Dragão Vermelho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário